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Arquivo: Junho 2008

GPP – Capítulo 4: Noite em Sampa.

nelsonss 21/06/2008 @ 00:26


Luciano à noiteO cansaço era grande. Despojado no sofá do quarto de hotel, Luciano tentava organizar o pensamento acerca dos fatos e dados do dia. Era ainda o primeiro e quase uma vida passava diante da sua tela mental. Esboçou um movimento para olhar pela fresta da janela a noite confusa que São Paulo proporciona aos seus visitantes. Queria saber se as estrelas ainda estavam no céu ou se as nuvens já as haviam escondido, mas o esforço seria grande. Afinal, um dia inteiro de palestras, momentos agradáveis com velhos conhecidos e até a peça do Suassuna sobre um santo de barro e uma porca cheia de dinheiro que não valia mais nada.

Finalmente reunira forças para tirar a roupa e lançar-se sob a torrente de água quente num banheiro todo revestido de granito em tons variados de preto e branco, dispondo de espelhos em grande parte das paredes. Enquanto o chuveiro ia renovando suas forças, observava-se no reflexo nebuloso do vapor d'água. Seu corpo não era mais como aos vinte anos, no auge de sua juventude. Os anos, apesar de tudo, foram bons para ele. Ao contrário de seus familiares, sua determinação em se aperfeiçoar, capacitando-se para desafios cada vez maiores, levou-no aonde se encontra atualmente, ou seja, como assistente de uma grande executiva. Reconhecido e bem remunerado, encontrava-se em condições de auxiliar aqueles que buscavam seu apoio.

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A presença da companheira também tinha sido fundamental e, embora mal lhes sobrasse tempo, seus momentos juntos eram de mais qualidade do que nos tempos difíceis. Luciano estava sempre em viagens de negócios, cruzando principalmente os céus do Brasil, de norte ao sul, ou trabalhando em seu gabinete até avançadas horas da noite. No entanto, não abria mão do café da manhã com todos juntos: além da esposa, que também trabalhava, a filha adolescente e o primogênito universitário. Aos fins de semana e sempre que podiam, curtiam passeios bastante renovadores de votos de felicidade mútua.

É verdade que essa relação havia sido abalada por desconfianças sem propósito, mas infelizmente cheia de indícios misteriosos. Primeiro, foram telefonemas anônimos no celular da esposa, procurando-o e sem deixar forma de retorno. Uma vez ainda se compreende, mas três vezes em menos de um mês... Sophia não agüentou a pressão e descarregou numa quarta-feira de compras onde Luciano precisou ficar até à noite em reunião de planejamento de um grande evento para a empresa. Cristina, sua chefe, contava com sua experiência em gerenciamento de projetos e só restou ao nosso amigo telefonar avisando que, dessa vez, a esposa fizesse compras sozinha.

_ Dessa vez?... Já estou ficando acostumada! - desabafou Sophia seguida do som repetitivo de linha interrompida.

Depois, comentários maldosos de amigas e parentes. Tudo inveja e maledicências... Todo aquele que aspira alçar profissionalmente outros patamares sabe que sacrifícios precisam ser feitos. No entanto, é necessária muita sabedoria para administrar essas crises.

O som do rádio-relógio disparava com a renovadora música "You raise me up", de Josh Groban, despertou Luciano de seus pensamentos nostálgicos e de como a vida tinha sido boa para ele e, ao mesmo tempo, sentia que não conseguia compartilhar esse sucesso com as pessoas que mais amava. A letra dizia sobre "você me faz levantar, me torna forte...” E, como um salmo, o fez forte para terminar o banho e jogar-se entre os cobertores. "A necessidade de conforto não é para os fortes, mas sim para os mortos e cansados.", pensou ele. Virou-se para dormir. Tinha sido um longo dia e o seguinte estava por vir, aguardando-o.

(continua na próxima semana)

GPP – Capítulo 3: Peter Drucker 1

nelsonss 13/06/2008 @ 17:07

Peter Drucker

_ "Se nos dias de hoje falamos de capital intelectual, gestão do conhecimento, gestão de competências, ambiência organizacional e muitos outros assuntos da moda corporativa, devemos em grande parte à brilhante análise de Peter Drucker. Austríaco de nascença, aos 26 anos de idade se radicou nos EUA e vislumbrou o milagre econômico do período pós-guerra e recuperação da quebra da Bolsa de New York: era o processo integrado da Standard Oil, sob a direção do famoso John D. Rockfeller, e da Ford Company, do também famoso Henry Ford. Como consultor da General Motors, de Alfred Sloan, Drucker percebeu que essas grandes corporações deveriam ser estudadas não só do ponto de vista da performance de funções econômicas, mas também das pesadas tarefas sociais e políticas. Em outras palavras, ‘a corporação é uma instituição social e tem que ser gerida e estudada como tal.’ Em 1946, publica ‘O Conceito de Corporação’ (The Concept of Corporation), o que provoca a ira de executivos e presidentes das grandes empresas – as tais corporações – e acaba rotulado como esquerdista.

Henry Ford

“No entanto, cada vez mais fascinado com os EUA, inspirou-se em seu sistema de descentralização federal para propor um novo desenho organizacional para as empresas. Tratava-se da Estrutura Divisional, um modelo com alto grau de descentralização e que serviu de base para a diversificação de estratégias e para o estabelecimento de uma estratégia essencial. Esse modelo fazia oposição à vigente Estrutura Funcional

_ Tive a sorte de assistir a uma palestra do Peter Drucker há coisa de cinco anos num seminário em Houston, Texas. Falava sobre seu livro “O Gerente Eficaz” e o modelo de Administração por Objetivos... – comentou Guimarães ao pé do ouvido de Luciano.

Rockfeller (pai)

oil pump

- A tal da APO! – falou Luciano.

_ APO?! – exclamou Rogério, diante dos pedidos reiterados de silêncio.

_ APO de Administração por Objetivos... – respondeu baixinho Luciano.

_ Propõe o foco nos resultados, ao invés de ficar cuidando apenas da eficiência. – esclareceu Guimarães – Praticamente, uma mudança de foco do “fazer certas as coisas” para “fazer as coisas certas”.

Os três amigos haviam mudado seus assentos no evento e ficaram juntos até o final do dia. Ainda havia muito para ser comentado, o que se prolongou por alguns meses depois do seminário através de sucessivos e-mails entre eles e outras pessoas que seriam a base de uma comunidade de gestão e que discutiriam a aplicação em seus locais de trabalho.

Modelo Ford T

_ “Apesar das resistências – continuou o palestrante -, o modelo se estabeleceu na agenda das grandes empresas norte-americanas por vários motivos. O principal era o foco no cliente, contrapondo-se com a famosa e controvertida frases de Henry Ford: ‘As pessoas podem ter a cor que desejarem desde que seja preto’. Sua orientação era, portanto, para os produtos da empresa, permitindo especializações e, se avançado o processo, até customização. Descentralizadas, suas unidades possuíam autonomia de gestão e de decisão, prestando apenas contas dos resultados alcançados, deixando à holding – ou à Alta Administração – a função de unificadora estratégica da empresa. Assim, outro motivo foi permitir ao executivo principal cuidar dos assuntos de longo prazo e, portanto, estratégicos para a corporação. Eu trouxe aqui alguns slides para ilustrar esses conceitos druckerianos. Por exemplo, temos um case moderno de aplicação de estrutura divisional por produto num artigo da Cristina Calmon, do Jornal Valor, em 31/3/2001”.

O slide trazia o seguinte texto na íntegra:

“BRADESCO SEGUROS SE ORGANIZA E PREPARA TERRENO PARA CRESCER 17%”

"Em 2001, o Grupo Bradesco Seguros implantou quatro unidades de negócios – Auto, Vida e Previdência, Saúde e Capitalização. Foi criada uma unidade de negócios para cada tipo de produto. Assim, cada uma passou a ser responsável pelo desenvolvimento do produto, estratégias de mercado e gerenciamento das áreas técnica e comercial.”

_ “Da parceria com Peter Drucker, Sloan estabeleceu outros dois tipos de estrutura divisional. - prosseguiu o palestrante. Acabou a GM se transformando no tubo de ensaio desse modelo administrativo. Assim, além da estrutura por produto, foi concebida a estrutura divisional geográfica e a de mercado. A primeira ainda hoje é considerada a mais indicada às empresas que expandiram suas atividades para diversos mercados regionais e até mesmo internacionais. Coincidentemente, também o Jornal Valor publicou um artigo de Alexandre Teixeira em 6/3/2001 intitulado ‘Rearranjo da Coca-Cola deve render autonomia’. Tratou-se de uma profunda reestruturação administrativa da operação mundial da empresa, criando as unidades das Américas, da Ásia, uma Eurafricana e uma de Novos Negócios, entendendo-a como de novos mercados. Isso permitiu mais autonomia gerencial aos executivos no comando da Cia. em cada país”.

Outra quebra de paradigma, portanto: “pensar globalmente e agir localmente” daria lugar a “agir e pensar localmente”, preconizando uma filosofia de gestão descentralizada. Por fim, o palestrante citou o terceiro tipo de estrutura divisional.

_ “Nos seus 100 anos de fundação, o Grupo Klabin resolveu mudar sua estrutura para melhorar o processo decisório e dar mais agilidade aos desafios impostos pelos mercados. Na ocasião, exatamente em 8/8/1999, o Jornal Valor publicou um artigo de Nelson Niero intitulado ‘Klabin enfrenta o mercado de cara nova’ – até parece que sou garoto-propaganda do Valor, mas a verdade é que tem sido sempre uma boa fonte de informações sobre atualidades de mercado”.

E continuou:

_ “No artigo se dizia que a Klabin havia criado um comitê executivo com diretores das UNEGs – Unidades de Negócios – e os diretores corporativos, além das assessorias de auditoria, comunicação social e recursos humanos. Observem que essa estrutura consiste no agrupamento das funções-meio e atividades-fim demandado por grupos distintos de clientes – Florestal, Papéis, Embalagens de Papelão Ondulado e Sacos Industriais. Dessa forma, é o mercado que determina as divisões e departamentos. A Klabin é hoje a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil. Líder nos mercados de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, também produz e comercializa madeira em toras. Possui atualmente 17 unidades industriais no Brasil - distribuídas por oito estados - e uma na Argentina. Encerrou 2007 com lucro líquido de R$ 621 milhões, 31% superior ao de 2006".

Citados os tipos de estruturas divisionais criados por Drucker-Sloan, o palestrante começou a discorrer sobre combinações de função, de produto, de localidade e de mercados. A que mais chamou atenção de nossos amigos foi a estrutura matricial, que agrupa pessoas e recursos por função e por produtos/serviços, ao mesmo tempo. Apesar de manter uma estrutura funcional como base jurídica, as pessoas e os recursos são realocados temporariamente em equipes de projetos liderados por qualquer um dos órgãos envolvidos.


_ Pelo jeito, só uma estrutura desse tipo para conseguir implementar os nossos projetos de gestão lá na empresa...
– comentou Luciano.

_ Senhoras e senhores – anunciou o cerimonialista, diante das palmas para o palestrante – , vamos ter outro intervalo para que possam ir ao banheiro, tomarem um café... Enfim, retornaremos daqui há 30 minutos.

(continua na próxima semana)

GPP – Capítulo 2: O Almoço

nelsonss 06/06/2008 @ 17:50

_ Desde 2000, empresas do porte da IBM, da HP e da Texas Instruments têm se organizado por processos nos EUA com a finalidade de mudar seu desempenho empresarial, com foco no atendimento aos seus clientes e no resultado para seus acionistas. – atentou Guimarães, referindo-se aos seus contatos na América do Norte, cuja empresa onde trabalha possui algumas usinas siderúrgicas.

Executivo da área financeira de uma indústria metalúrgica com atuação no Brasil e outros países das Américas, Guimarães era acima de tudo um torcedor fanático pelo Fluminense; acreditava nas causas. Apresentado a essa tendência de gestão, Guimarães não estava certo da decisão a tomar a respeito da estruturação por processos e buscava um raciocínio que o ajudasse a decidir. Afinal, desde a década de 1980, a empresa vinha investindo em seu processo de internacionalização e estabelecendo programas de melhorias de desempenho para fazer frente a um mercado altamente competitivo. Adotara o conceito de alinhamento das práticas de gestão com as melhores do mundo.

O clima de São Paulo estava invariavelmente frio. As pessoas em seus trajes predominantemente em tons entre preto e marrom refletiam uma impressão fotográfica de sépia ao intervalo do evento. Os participantes se dirigiam a um salão contíguo ao das palestras. As paredes envidraçadas ampliavam a sensação de espaço naquele ambiente tão congestionado. Cumprimentos eram trocados a toda hora, muitas vezes interrompendo o fluxo das conversas. Dos três, Guimarães parecia muito mais bem relacionado. As pessoas que o reconheciam faziam questão de apertar-lhe as mãos, ato muitas das vezes hipócrita, mas de grande importância naquele mundo corporativo.

_ Esse conceito de processo não é nenhuma novidade na administração de empresas. – retomando o assunto. - O que o torna tão debatido ultimamente é seu aspecto de focar naquilo que pode ser feito e que agrada aos clientes finais.

_ Especialistas (1) já alertavam no fim da década passada que as empresas precisariam equilibrar a parte de produção com o marketing a fim de não quebrarem tentando agradar seus clientes ou prometendo-lhes aquilo que não podem cumprir. – comentou Rogério, demonstrando também ser um autodidata.

_ O importante é entendermos que não dá para sobrepor uma organização por processos numa organização que já funciona conforme o desenho funcional tradicional (2). – observou Guimarães.

_ Você está querendo dizer que precisaremos redesenhar as nossas atuais organizações estruturadas por tarefas para poderem funcionar melhor por processos? – questionou Luciano, bastante intrigado.

_ Sim, é o que eu acho... – completou Guimarães, diante dos olhares pensativos e atentos de seus colegas.

_ Isso só dá para acontecer se ficar bem claro para todos na empresa o que a faz funcionar bem a ponto de estar sobrevivendo no mercado... E, é claro, é impossível quando ninguém está disposto a uma nova maneira de fazer negócios. – acrescentou Rogério, se envolvendo mais na discussão.

_ Principalmente a direção!... – completou Luciano.

_ Mas isso porque sempre os especialistas acabam sugerindo iniciativas que, a princípio, comunicam a idéia de desperdício de tempo, esforço e dinheiro. – continuou Guimarães.

_ Tudo precisa ser muito bem esclarecido para evitar mal-entendidos... – alertou Luciano. - Lá na empresa, esse negócio de processo sempre fica confuso na mente dos gestores, uma vez que a seqüência de atividades nem sempre é visível.

_ Numa fábrica é mais fácil... – citou Guimarães.

_ Sim, estão todos vendo minério entrando de um lado e saindo lingotes de aço do outro. – completou Rogério.

_ Para as organizações prestadoras de serviços, mesmo dentro de uma fábrica, os processos costumam ser atividades lineares e não-lineares necessárias para as transações e no atendimento às expectativas declaradas dos clientes (3). – continuou Guimarães, quase pensando em voz alta.

_ E como podemos enxergar esses processos? No meu departamento, todo o trabalho de escritório fica visualmente restrito a um bando de pessoas e seus micros. Não dá para perceber nada que flui pelos cabos da rede informatizada. Como desenhar o deslocamento do trabalho que é realizado virtualmente? – inquiriu Luciano, já ansioso.

_ A gente chega perto da dicotomia de mundos paralelos, igual no filme “Matrix”, onde nos movimentamos nesse mundo físico enquanto nossas atividades integram um mundo virtual. – refletiu Guimarães com seu vasto conhecimento de mundo.

_ Isso até ser cuspido pela impressora para o mundo real! – tratou Rogério de trazer o grupo à realidade.

_ É, essa dificuldade de se enxergar os processos e, principalmente, distinguir os essenciais e os auxiliares... Não parece não, mas não é fácil. Li uma vez num artigo sobre a Belofio, uma fabricante paulista de fios e malhas de algodão, que demoraram coisa de 15 dias para entenderem seu processo principal. – comentou Luciano, pouco animado.

_ E qual era? – perguntou interessado Guimarães.

_ Não me lembro… - meditou Luciano, buscando na memória aquele artigo de quase dez anos atrás. - Tinha a ver com seus clientes...

_ Se o pessoal da tal fábrica demorou 15 dias para descobrir, você acha que o Luciano vai lembrar o que era?... – falou rindo nosso Rogério.

_ Desejam alguma bebida? – interrompeu o garçom.
Eles se olharam em cumplicidade, como se esperassem aquele eclipse que salvaria a todos naquela mesa.

_ Vocês servem vinho? – perguntou Rogério. – Posso ver a carta de vocês? – emendou, diante da afirmativa do garçom.

_ Pois não, senhor. Pedirei ao nosso “maitre” para melhor servi-los.

Dentre os três, Rogério não só se gabava de bom conhecedor dos aromas vínicos, como realmente era um enólogo dedicado. Há alguns anos, percorreu as vinhas do sul do Brasil até Santiago do Chile, numa excursão orientada pelo curso que freqüentava. Sobre isso, adotava sempre um tom de especialista. Principalmente quando divergiam sobre algum aspecto do vinho.

_ Essa temperatura média de São Paulo, em torno de quinze graus, é ideal para conservar o vinho. Não deve ser nem muito alta e nem baixa demais. No entanto, precisamos considerar o tipo de vinho que está sendo armazenado. Aliás, com esse tempinho, uma boa pedida seria um Cabernet Sauvignon... - disse ele, preparando-se para sua oratória acerca da qualidade das uvas e da origem do vinho; as mesmas citações poéticas – “Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram”, já dizia Cícero.

_ Guimarães, como está a Fernanda? – redirecionou Luciano.

_ Fernanda?! Vai bem.

_ Ainda não desistiu não? – aproveitou Rogério, refeito da expressão afetada de degustador, para implicar como o amigo recém-casado.

_ Como desistir?! Nunca vi mulher tão apaixonada!...

_ Eu estou falando do Fluminense... – remendou rindo, diante da expressão do Guimarães, como uma criança flagrada no meio da noite diante do pote de doces.

_ É mais fácil ela desistir de mim... – brincou.

_ Viu? Quem mandou casar com uma fanática?... – insistia Rogério.

_ Você está querendo dizer “com uma pessoa tão parecida comigo”, não é?

Todos riram, enquanto o serviço de vinho começava. Aliás, a escolha foi por um Terrazas de los Andes 2003. E, claro, para acompanhar, uma boa massa italiana!

Nota do Editor:
(1) TENDICK, Jeffrey. Managing change or leading change… wich way are you going to go? [1999]. Disponível na Internet: www.mattlorenz.com.
(2) HAMMER, M., STANTON, S. How process enterprises really work. Harvard Business Review, v. 77, n. 6, p. 108-118, Nov./Dec. 1999.
(3) RAMASWAMY, Rohit. Design and management of service process. Reading: Addison Wesley, 1996.

(continua na próxima semana)


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