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Categoria: administração; empresas; gestão empresarial

O Uso da Inteligência Emocional

nelsonss 16/10/2008 @ 14:23

rh5_175_151008.jpgA formação acadêmica e técnica já não são mais fatores preponderantes na avaliação de profissionais. Muitos já possuem graduação, pós-graduação e MBA antes mesmo dos 30 anos. O que diferencia um indivíduo é a capacidade de entender o contexto e tomar atitudes baseadas no ambiente.

Para isso, um fator fundamental é a utilização de sua inteligência emocional. “Um indivíduo emocionalmente inteligente consegue mobilizar suas emoções estrategicamente para alcançar suas metas. Ele consegue reconhecer, aceitar, escolher e gerenciar o que sente durante as mais diversas situações”, explica Carlos Cruz, o especialista em treinamento de executivos e equipes.

“Quem nunca teve vontade de mandar tudo para o ar? Acredito que a maioria de nós. O importante é saber que isso pode nos aliviar na hora, mas será que não trará problemas depois?”, indaga Cruz.

Segundo o especialista, em momentos de tensão, de desafios e de crises, as emoções são colocadas à prova e solicitadas para contribuírem com ações racionais que levem a busca de oportunidades e gere desenvolvimento.

No último Special Program Management, realizado em setembro, organizado pela HSM, Michael Useem (referência mundial como especialista em liderança) ressaltou: “conhecemos um verdadeiro líder no momento de crise”. A situação atual, de instabilidade financeira no mundo, é um dos típicos exemplos que exige muito controle emocional.

O investimento na melhora do clima organizacional, talvez, seja uma das saídas para aumentar a satisfação dos funcionários. Contribuindo, assim, para um maior equilíbrio emocional. Depois disso, basta mensurar os resultados e avaliar se valeu à pena investir nas pessoas.

Fonte: Portal HSM On-line
15/10/2008

Gerentes e Dinossauros: tão distantes e tão próximos

nelsonss 03/10/2008 @ 11:30

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Os gurus da administração fazem o possível e o impossível para ocultar o lado irracional das relações entre lideres e liderados. Admitir o fato complicaria a racionalidade mecânica das suas teorias sobre liderança, negociação, motivação e congêneres, sempre pautadas em promessas do tipo “faça isso e você conseguirá aquilo”.

Nas inúmeras e criativas metáforas sobre organizações que cunharam (até inventaram uma tal de organização espaguete)1, nunca lhes ocorreu a possibilidade das organizações terem seus dias de Jurassic Park.

Vejamos. Segundo os paleontólogos, os dinossauros desaparecerem da face da terra há 64-66 milhões de anos. Pairam controvérsias e dúvidas sobre as causas da extinção massiva, mas como ninguém até o presente momento reportou a alguma autoridade ter visto um Alossauro Polar andando pela Avenida Paulista, assume-se que os bichanos estão mortinhos da Silva.

Bom, essa história de ninguém viu vale mais para cientistas e pessoas sensatas, pois há quem suspeite que eles e o Elvis ainda vivam. Por favor, contenham a vontade de rir ou zombar, pois, os crédulos têm razões que a própria razão desconhece. Tudo depende de como conceituamos o que é “viver” ou “sobreviver”.

Elvis continua um ícone e seus discos vendem milhões até os dias atuais. “Tá bom! Essa é fácil” - dirão os céticos: “duro vai ser explicar a história dos dinossauros”. Espero não desapontar ninguém, mas defender a tese vai ser uma barbada.

Sucede que o grande lagarto sobrevive onde menos esperamos encontrá-lo: em nós! Mais especificamente em nossos cérebros, comportamentos e sentimentos. “Imagine o cérebro humano como um sanduíche evolutivo, um córtex (centro do pensamento e da lógica) empilhado no topo de um cérebro de dinossauros (...) com uma camada a que chamamos de sistema límbico no meio”2. Essa camada surgiu a partir da emergência dos mamíferos mais antigos com a função de contribuir para a sobrevivência da espécie.

Sim, senhores, somos dinossauros de terno e gravata, diplomados, com CPF, RG, cartão de crédito e outras quinquilharias que acreditamos provar nosso progresso. Mas o Dino está lá na moita. Na dúvida, tente ultrapassar um motorista que trafega na pista da esquerda a 40 km por hora, diga para o seu chefe que ele é incompetente, questione a moral do seu subordinado, sonegue-lhe os direitos ou méritos e você viverá fortes emoções.

A questão é que fomos socializados a duras penas e, apesar dos séculos de esforço civilizatório, alguns preferem ir direto ao ponto sobre “quem manda neste pedaço”. Eu, por exemplo, sou assim quando o assunto é o controle da TV.

A lei da selva está claramente presente na conduta dos chefes autoritários, dos subordinados rebeldes, dos manda chuvas da vida e dos flanelinhas. A técnica é intimidar o interlocutor física, psicológica ou moralmente e assim impor a própria vontade, interesses, caprichos.

Normalmente, quando os intimidados decidem brincar de Jurásic Park : (a) contra atacam o oponente com igual ou superior violência; (b) enfiam o rabo embaixo da perna e fogem da raia; ou (c) ficam inermes, paralisados, sem saber o que fazer diante da truculência de que são vitimas. Atacar, fugir ou ficar imóvel é o modus operandi clássico dos dinos de antanho e de hoje.

O problema é que as estratégias ofensivas, defensivas ou escapistas não contribuem para atingir as metas ou satisfazer os interesses pessoais, grupais, organizacionais. Ao contrário, No lugar de resolver problemas e conflitos, elas jogam gasolina na fogueira.

Evolução não significa, necessariamente, superar estágios primitivos prévios. Acreditamos na hereditariedade, na transmissão genética das características biológicas. Acreditamos no inconsciente coletivo descrito por Carl Gustav Jung como uma espécie de memória atávica da humanidade. Só não enxergamos que diferentes estágios evolutivos sobrevivem e se manifestam até hoje.

Os jogos de poder numa organização são, na essência, primitivos, ainda que os jogadores se esforcem para parecerem nobres, civilizados, altruístas.

Os jogos mais populares são:

- Eu sou o Bwana, brincadeira para reafirmar quem está no comando.

- Você sabe com quem está falando? (idem)

- Manda quem pode, obedece quem tem juízo, jogo do recado preventivo.

- É nadar ou morrer, velha lei da selva.

- Cenoura ou o chicote?, a tradicional estratégia de manipular os baixos apetites

- Siga o Chefe, ou seja, não questione, obedeça!

- Agora te peguei, Seu F.D.P., superiores que adoram flagrar os subordinados cometendo erros.

- Sexo e vantagens profissionais: assédio moral e sexual.

Portanto, fique atento e esperto. Tempere com doses cavalares de realismo a visão cor de rosa dos gurus organizacionais. Um dos deveres de um gerente é reconhecer e lidar com a realidade; depois, pode transformá-la. Procure inspiração no poeta e dramaturgo Terêncio (82 a.C. – 35 a.C) que disse “nada do que é humano me é estranho”.

Antes de tentar domar os outros, dome a si mesmo, gerenciando os próprios impulsos jurássicos. Aliás, prometo aos amigos e conhecidos que me esforçarei para seguir o próprio conselho.

 Notas:
1. Lars Kolind, CEO da dinamarquesa Oticon criou nos anos 80 o conceito de organização spaghetti.

2. Albert J. Bernstein & Sydney C. Rozen, Gerentes Inteligentes, Reações Irracionais, 1991, Makon Books, São Paulo.

Fonte: artigo de Eu

2008 

Pensando Estrategicamente

nelsonss 03/10/2008 @ 10:54

Special Management Program 2008, com Michael UseemSpecial Management Program 2008, com Michael Useem 

Uma decisão depende de vários fatores, e o líder deve considerar todos. Assim o professor Michael Useem iniciou o segundo dia da palestra Momento de Liderar: como desenvolver sua liderança.

Na abertura do segundo dia do Special Management Program, que está sendo realizado em São Paulo, no auditório Vila Noah, Michael Useem começou sua exposição explicando a importância do pensamento estratégico. Por meio de discussões em grupo, reforçou, ainda, os conceitos que havia apresentado no dia anterior.

"É preciso pensar amplamente. Não tenha uma visão apenas desta semana, pense no próximo ano", estimulou o palestrante. Useem recomendou aos participantes considerar muitos fatores antes de tomar decisões: o mercado, as finanças, os recursos humanos e outros elementos que afetam o ambiente interno e externo das empresas.

Outro ponto importante diz respeito a saber o momento certo de fazer as escolhas. Segundo Useem, quando postergamos uma ação, estamos sujeitos ao impacto negativo e irreversível que pode resultar dessa demora.

Para exemplificar essa questão, lembrou de um fato ocorrido em 1991. Naquele ano, executivos do Salomon Brothers, banco de investimentos, utilizaram informações ilegais para realizar uma negociação no leilão do Tesouro do Governo dos Estados Unidos. Posteriormente, o presidente da empresa tomou ciência do negócio realizado de modo ilícito. Mas os desdobramentos do caso e a demora desse líder em tomar decisões quase levaram o Salomon à falência. Isso, inclusive, poderia ter quebrado outros dois bancos com aplicações no Salomon. Ao final do processo, o banco sobreviveu e não foi à falência. Por outro lado, toda a sua diretoria caiu e foi substituída.


Fonte: Portal HSM On-line
30/09/2008
www.hsm.com.br

Momento de Liderar

nelsonss 03/10/2008 @ 10:48

O que o torna um grande líder? Quanto vale uma liderança? Com essas questões, o professor de Liderança e Management, Michael Useem, mostrou exemplos práticos de como aplicar a liderança nas empresas e entidades. Useem foi taxativo: um bom líder pode ser desenvolvido.

O professor de Liderança e Management, Michael Useem, iniciou o primeiro dia do Special Management Program da HSM, “Momento de Liderar: como desenvolver sua liderança”, explicando as qualidades que definem um grande líder.

Em sua apresentação, explorou as teorias que permeiam as técnicas de lideranças. Mostrou, ainda, como aplicá-las no dia-a-dia. Durante todo o tempo, estimulou os participantes que compareceram ao auditório do Vila Noah, em São Paulo, sempre solicitando suas opiniões sobre os assuntos abordados.

Logo no início, Michael Useem sugeriu a realização de uma dinâmica. O objetivo era aproximar os participantes e iniciar a troca de experiências entre eles. Pediu que todos se levantassem e discutissem dois assuntos durante cinco minutos. O primeiro tema era “Qual a função de um líder?”. Em seguida, os participantes deveriam refletir e apresentar para o grupo como vêm desenvolvendo sua capacidade de liderança ao longo da vida. O exercício terminou com dois participantes contando as suas experiências para os demais presentes ao workshop.

O palestrante ressaltou, ainda, a importância de desenvolver líderes. "Às vezes, as pessoas não possuem lideranças naturais. Nesse caso, é possível desenvolvê-las", garantiu Useem. Nos Estados Unidos, onde ocupa a cadeira de diretor do Wharton School’s Center for Leadership and Change da Universidade da Pensilvânia, dedica-se, justamente, ao trabalho de capacitar profissionais do mundo todo para exercer uma liderança efetiva.


Fonte: Portal HSM On-line
29/09/2008
http://www.hsm.com.br

O sucesso é feito depois do expediente

nelsonss 21/05/2008 @ 15:23

Muito já se falou sobre trabalhar mais para se chegar ao sucesso. E isso faz sentido, já que todos nós trabalhamos e apenas alguns conseguem sucesso nas suas profissões. Não estou falando em ser um bom profissional, que todos confiam e querem em suas equipes. Estou falando de um sucesso que vai além das condições normais de todo trabalhador. É poder praticamente dobrar sua renda após certo esforço e uma bela promoção. Ou um novo emprego, onde suas qualidades são reconhecidas e bem remuneradas. Uma vez ouvi um grande amigo dizer: "Daqui a cinco anos, quero pagar de imposto de renda o que recebo atualmente de salário!".
"Sucesso no dicionário vem depois de trabalho" - todos já devem ter ouvido essa, não é mesmo? Mas que tipo de trabalho, que tipo de atividade ou quais as práticas para se chegar a esse tão desejado sucesso?
Antes de qualquer coisa, é preciso definir o Sucesso: segundo o Aurélio, é "bom êxito; resultado feliz". Sucesso não ocorre necessariamente na profissão. Podemos ser pais de sucesso, quando nossos resultados se evidenciam em filhos felizes e bem encaminhados. Ou maridos (e esposas) de sucesso, quando respeitamos a(o) cônjuge, oferecemos-lhes conforto físico (e sexual), emocional e até mesmo espiritual. Podemos ser cidadãos de sucesso, quando intervimos contra a injustiça, a destruição do planeta ou a fome e a miséria, destacando-se dentre a multidão. Sucesso é isso, ou seja, nos destacarmos da multidão. É o reconhecimento de seus pares em determinado segmento, seja no trabalho, no lar, na sociedade etc.
E como conseguimos isso? Fazendo mais do que a maioria faz, sem precisar que nos peçam. E é nesse ponto que as coisas se complicam. Saímos da zona de conforto e adentramos a inóspita área do desconforto. Enquanto a maioria assiste ao jogo do Botafogo contra o Flamengo (ou de outros times importantes), estamos revisando a apresentação de um projeto que iremos propor aos nossos superiores; provavelmente será uma boa oportunidade de nos projetarmos profissionalmente. Ao invés de estarmos numa comemoração de aniversário de um colega de trabalho ou do amigo de infância, estamos sentados com a filha, ajudando-lhe nas tarefas da escola e procurando - você - entender porque o desempenho dela está tão inferior e torcendo para - ela - perceber a necessidade de se esforçar com mais compromisso nos estudos e tarefas de casa. Enquanto alguns viajam no feriado, estamos em casa consertando aquele probleminha de mais de um ano no encanamento do banheiro. Enquanto todos de casa estão indo para a festa do Dia das Mães, estamos participando de uma passeata em plena Avenida Atlântica para reivindicar um benefício para a sociedade ou a proteção de algumas poucas árvores que resistiram à ação destruidora/construtora do homem há quase 200 anos... "O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.", só para citar Roberto Shinyashiki, do livro O Segredo do Sucesso.
É desse desconforto que falo, sem ainda me referir a outros do tipo academia quase de madrugada, os remédios que precisamos tomar em horários pré-determinados e que, às vezes, interrompem reuniões importantes, participar dessas reuniões com fome e até altas horas da noite, com a esposa aguardando no supermercado para aquelas compras que você nunca gosta de fazer... Ler livros que você gosta e também aqueles que você precisa (e percebemos que os que precisamos são extraordinariamente muito mais do que aqueles que gostamos).
Como então sobreviver a esse caos moderno? A não nos enlouquecermos como Hamlets amedrontados com o fantasma do fracasso e desejando, ao mesmo tempo, o amor e o castigo para aquela mãe, que no caso é nossa vida, e a vingança contra o tio-padrasto, que representa tudo aquilo que se opõe ao nosso sucesso?
Somente com planejamento e priorização de projetos. Não dá para cuidar de tudo ao mesmo tempo. Em determinada fase de nossa vida, alguns aspectos são mais relevantes e a eles devemos nos dedicar mais que a outros de menor importância. Precisamos nos contextualizar, isto é, estar atento aos cenários e fazendo constantes auto-avaliações para identificarmos alguma fraqueza que, naquele contexto, está nos emperrando ou aquela força que precisamos desenvolver para nos empurrar em direção aos nossos objetivos. Ah, isso é o mais importante: quais são os nossos objetivos? Sim, porque se você não diz ao taxista para onde quer ir, ele ficará dando voltas até o seu dinheiro acabar, o combustível se esgotar e seu tempo expirar. Tem que ter objetivo!!! E onde encontrá-lo? No meio dos seus sonhos. Com certeza, ele está lá. Procure-os, revise-os e fortaleça-os. Afinal, sonhamos todas as noites...
Mas não podemos esquecer que alimentamos esses mesmos sonhos compartilhando-os com os amigos da pelada (ou mesmo do tênis, para aqueles que o praticam, ou ainda com a turma do Maraca) ou da comemoração de aniversário. Ou numa viagem em família, ou mesmo num churrasco de Dia das Mães. Isso porque mãe é mãe (e que nunca nos esqueçamos disso!).


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