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Categoria: administração; empresas; gestão empresarial

O sucesso é feito depois do expediente

nelsonss 21/05/2008 @ 15:23

Muito já se falou sobre trabalhar mais para se chegar ao sucesso. E isso faz sentido, já que todos nós trabalhamos e apenas alguns conseguem sucesso nas suas profissões. Não estou falando em ser um bom profissional, que todos confiam e querem em suas equipes. Estou falando de um sucesso que vai além das condições normais de todo trabalhador. É poder praticamente dobrar sua renda após certo esforço e uma bela promoção. Ou um novo emprego, onde suas qualidades são reconhecidas e bem remuneradas. Uma vez ouvi um grande amigo dizer: "Daqui a cinco anos, quero pagar de imposto de renda o que recebo atualmente de salário!".
"Sucesso no dicionário vem depois de trabalho" - todos já devem ter ouvido essa, não é mesmo? Mas que tipo de trabalho, que tipo de atividade ou quais as práticas para se chegar a esse tão desejado sucesso?
Antes de qualquer coisa, é preciso definir o Sucesso: segundo o Aurélio, é "bom êxito; resultado feliz". Sucesso não ocorre necessariamente na profissão. Podemos ser pais de sucesso, quando nossos resultados se evidenciam em filhos felizes e bem encaminhados. Ou maridos (e esposas) de sucesso, quando respeitamos a(o) cônjuge, oferecemos-lhes conforto físico (e sexual), emocional e até mesmo espiritual. Podemos ser cidadãos de sucesso, quando intervimos contra a injustiça, a destruição do planeta ou a fome e a miséria, destacando-se dentre a multidão. Sucesso é isso, ou seja, nos destacarmos da multidão. É o reconhecimento de seus pares em determinado segmento, seja no trabalho, no lar, na sociedade etc.
E como conseguimos isso? Fazendo mais do que a maioria faz, sem precisar que nos peçam. E é nesse ponto que as coisas se complicam. Saímos da zona de conforto e adentramos a inóspita área do desconforto. Enquanto a maioria assiste ao jogo do Botafogo contra o Flamengo (ou de outros times importantes), estamos revisando a apresentação de um projeto que iremos propor aos nossos superiores; provavelmente será uma boa oportunidade de nos projetarmos profissionalmente. Ao invés de estarmos numa comemoração de aniversário de um colega de trabalho ou do amigo de infância, estamos sentados com a filha, ajudando-lhe nas tarefas da escola e procurando - você - entender porque o desempenho dela está tão inferior e torcendo para - ela - perceber a necessidade de se esforçar com mais compromisso nos estudos e tarefas de casa. Enquanto alguns viajam no feriado, estamos em casa consertando aquele probleminha de mais de um ano no encanamento do banheiro. Enquanto todos de casa estão indo para a festa do Dia das Mães, estamos participando de uma passeata em plena Avenida Atlântica para reivindicar um benefício para a sociedade ou a proteção de algumas poucas árvores que resistiram à ação destruidora/construtora do homem há quase 200 anos... "O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.", só para citar Roberto Shinyashiki, do livro O Segredo do Sucesso.
É desse desconforto que falo, sem ainda me referir a outros do tipo academia quase de madrugada, os remédios que precisamos tomar em horários pré-determinados e que, às vezes, interrompem reuniões importantes, participar dessas reuniões com fome e até altas horas da noite, com a esposa aguardando no supermercado para aquelas compras que você nunca gosta de fazer... Ler livros que você gosta e também aqueles que você precisa (e percebemos que os que precisamos são extraordinariamente muito mais do que aqueles que gostamos).
Como então sobreviver a esse caos moderno? A não nos enlouquecermos como Hamlets amedrontados com o fantasma do fracasso e desejando, ao mesmo tempo, o amor e o castigo para aquela mãe, que no caso é nossa vida, e a vingança contra o tio-padrasto, que representa tudo aquilo que se opõe ao nosso sucesso?
Somente com planejamento e priorização de projetos. Não dá para cuidar de tudo ao mesmo tempo. Em determinada fase de nossa vida, alguns aspectos são mais relevantes e a eles devemos nos dedicar mais que a outros de menor importância. Precisamos nos contextualizar, isto é, estar atento aos cenários e fazendo constantes auto-avaliações para identificarmos alguma fraqueza que, naquele contexto, está nos emperrando ou aquela força que precisamos desenvolver para nos empurrar em direção aos nossos objetivos. Ah, isso é o mais importante: quais são os nossos objetivos? Sim, porque se você não diz ao taxista para onde quer ir, ele ficará dando voltas até o seu dinheiro acabar, o combustível se esgotar e seu tempo expirar. Tem que ter objetivo!!! E onde encontrá-lo? No meio dos seus sonhos. Com certeza, ele está lá. Procure-os, revise-os e fortaleça-os. Afinal, sonhamos todas as noites...
Mas não podemos esquecer que alimentamos esses mesmos sonhos compartilhando-os com os amigos da pelada (ou mesmo do tênis, para aqueles que o praticam, ou ainda com a turma do Maraca) ou da comemoração de aniversário. Ou numa viagem em família, ou mesmo num churrasco de Dia das Mães. Isso porque mãe é mãe (e que nunca nos esqueçamos disso!).


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