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De qual gestão estamos falando?...

nelsonss @ 22:44

Constantemente me percebo diante do dilema dos executivos entre gestão estratégica e gestão de processos. “A vida é feita de escolhas. Primeiro fazemos as escolhas, depois nossas escolhas nos fazem”, já diria Andy Andrews parafraseando a jovem Anne Frank no livro “A Viagem da Sabedoria”. Sim, é o que percebo nas nossas organizações, pois quando se opta por uma modalidade ou outra da gestão, parece se esquecer que a outra existe e atua-se somente naquela direção. As aves, por outro lado, não optam com qual das asas vão voar; usam as duas e, simplesmente, voam. Sei que não é tão simples assim. Não somos aves e elas, no caso, não precisam construir metodologias nem estruturas organizacionais para ampararem suas escolhas. Aliás, elas não têm escolhas. Nunca se verá uma ave no dilema de escolher uma das asas para se voar – principalmente porque não são removíveis. Definitivamente o exemplo não foi dos melhores.
A estratégia refere-se ao novo, ao inédito e tem muito a ver com imaginação e criatividade. Imaginação para poder vislumbrar num plano virtual aquilo que se espera obter no longo prazo. Criatividade para colocar a idéia em prática. Tem a ver com indivíduos de mente aberta, desafiadas constantemente pelo desconforto (ou do incômodo que o conforto lhes provocam), altamente motivados, entusiasmados e seguros de um futuro inseguro. Parecem mesmo lunáticos, mas estão com os dois pés no chão para fazerem o que é importante e a cabeça na estratosfera para captar as ondas mais sublimes que o mercado está emitindo.
Perguntado como era o processo de criação da estratégia na Disney, seu ex-presidente executivo Michael Eisner que partiu de um faturamento anual de US$ 1,7 bilhão em 1984 para US$ 30 bilhões em 2005 revelou que a maior parte do desenho da estratégia ocorria no banheiro, no elevador, nos corredores ou no chuveiro. Principalmente fora dos escritórios. Mas, para isso, era fundamental certificar-se de que o negócio estivesse bem administrado. Isso se refere ao gerenciamento da rotina, em saber que tudo está funcionando bem redondinho, sem atritos ou aparas a serem feitas... Em outras palavras, o paraíso da revolução industrial: todos os processos identificados, mapeados e monitorados, tudo dentro da variabilidade admissível, com as menores perdas possíveis e análises críticas constantemente avaliando melhorias contínuas. “... porque a estratégia para o futuro não tem sentido se a empresa não funciona bem no presente” é, talvez, a maior lição que podemos aprender de um estrategista como Eisner.
Nessa direção, frases como “não se deve mexer em time que está ganhando” tornam-se proibidas quando existe uma cultura de excelência. Afinal, disse certa vez o professor Mário Cortella que “excelência não é um lugar, mas uma direção”. Não se chega a essa excelência, mas se tenta continuamente, sem desistir. Foi o que fez a finlandesa Nokia ser a principal fabricante de celulares do mundo revendo seu modelo original de negócio, que era fabricar botas de borracha. E é ai que voltamos à questão da estratégia.
Nessa dicotomia estruturalista de Ferdinand Saussure, onde a palavra apresenta em si mesma o significante e o significado, a forma e o conteúdo, a realidade e o sonho, podemos também inserir o processo e a estratégia. Para Saussure, o fenômeno lingüístico apresentava duas faces: a fala, que é a impressão acústica percebida pelo ouvido e a língua. A Lingüística, segundo Saussure, deveria estudar, prioritariamente, a estrutura da língua enquanto sistema, uma vez que a fala, por ser individual, apresenta nuanças idiossincráticas, caracterizadas pela marca do falante. Faço semelhante análise da gestão das empresas, priorizando nos colocarmos no terreno do processo produtivo (que seria a língua; língua portuguesa, língua inglesa etc.) e tomá-la como norma de todas as outras manifestações da gestão, porque somente ela é relativamente estável e autônoma, enquanto que a estratégia é mutável. E assim deve ser sempre: “o fundamental para a gestão estratégica é a necessidade de mudar as estratégias com o tempo. Elas devem ser dinâmicas, e não estáticas”, afirmam George Yip e Gerry Johnson, professores de gestão estratégica da London Business School e da Lancaster University Management School, respectivamente.
Essa nova dicotomia, dinâmica e estática, representa perfeitamente a estratégia e os processos, onde esses últimos precisam estar estabilizados para que as mentes estratégicas possam produzir sucesso nas organizações. Até no banheiro...


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Comentários(14) »

  • Luiz Domingos de Luna — 27-05-2008 - 12:56:23 GMT -3

    A Emancipação da Tigresinha

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.b

    Na caverna do grito
    A pura opressão
    À serviço do cão
    Vida em conflito

    Corrente de aço
    Freio da civilização
    Da beleza – a punição
    Da suavidade - o pedaço

    Poder de coação
    Infligindo ao belo
    Um mundo em farelo
    Não tem emoção

    Força da maldade
    Criaste a ferida
    A gaiola trazida
    Leveza sem liberdade

    Passiva e paciente
    Um mundo a voar
    Na tela a quebrar
    A emoção consciente

    Planeta continuado
    Ao futuro povoar
    Nos grilhões a chorar
    O caminho trincado

    Semente da preservação
    Maltratada e dolorida
    Julgada e oprimida
    Não tem solução

    A Lutar no tempo
    Vencer o preconceito
    Um simples direito
    No véu do tormento

    Casa e guerra
    Que nunca termina
    Luta genuína
    O silêncio encerra

    Abri sutileza – a mordaça
    Deixa passar
    Precisa caminhar
    Liberdade da fumaça

    A dona do tempo
    Forma nova geração
    Para que opressão
    Tigresinha – O momento

  • Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 15:05:20 GMT -3

    O Tempo

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influencia
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar

  • Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 15:07:55 GMT -3

    A Dimensão da Curva.
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Ser simples como o vento
    Sem orgulho ou vaidade
    Sem presilha de saudade
    O fazer do talento

    Neste espaço
    A arte derramada
    A humanidade untada
    A mansidão do aço

    DNA do pedaço
    Clone da existência
    Parada!!! Penitência
    Mel, fel, Melaço

    Teima rima
    Idéia quebrada
    Vida aviltada
    Polidez, Lima

    Floresta humana
    Paisagem social
    Ócio, diferente ou igual ?
    Vida que emana.

    Cadê vaidade ?
    Tua força jovial
    O Saldo é o sal
    Felicidade?
    Haja serotonina
    A cor do batom
    É quem dá o tom
    Da vida que começa ?
    Ou da que termina?

  • Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 15:09:50 GMT -3

    Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

  • Nelson Soares — 29-05-2008 - 18:18:18 GMT -3

    Luiz Domingos,
    Sinto-me honrado com o prestígio dado ao meu blog e com seus comentários. Confesso que surpreendeu-me e que não me sinto à altura para réplicas. São muito interessantes e, por isso, meus agradecimentos.
    PS: Ficou alguma dúvida sobre o artigo que publiquei?

  • Luiz Domingos de Luna — 07-06-2008 - 17:41:59 GMT -3

    Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim.

  • Luiz Domingos de Luna — 12-06-2008 - 12:48:26 GMT -3

    Nelson Soares ! Caro intelectual, a você só tenho a agradecer pela postagem de minhas poesias. Hoje com a plasticidade do mundo contemporâneo, a poesia, entendo, é uma maneira de expor as forças vivas do íntimo da alma.- Refrigério - Participar deste blog é sempre motivo de alegria e felicidade. Muito obrigado por postar meus humildes trabalhos literários. Atenciosamente, Luiz Domingos de Luna www.revistaaurora.com www.meminodeusaurora.com.br. Bom fim de semana. Os meus trabalhos em suas mãos sempre serão tratadas com a dimensão da projeção de uma luz, luz para nós, luz para soiedade e luz para todos os seres humanos, que o Deus trino lhe cubra de gaças. Fraternalmente, Luiz Domingos de Luna

  • Luiz Domingos de Luna — 14-06-2008 - 01:23:59 GMT -3

    Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

  • Luiz Domingos de Luna — 01-07-2008 - 12:40:47 GMT -3

    •Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento
    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente
    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado
    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência
    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha
    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.
    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?
    Já não é chegado
    À hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência - postada
    Fonte: http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna-versos-na-tarde

  • Luiz Domingos de Luna — 01-07-2008 - 12:46:16 GMT -3

    Universo Paralelo

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência
    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado
    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.
    É uma ida, uma volta.
    É o estar é o ser
    É o Poder é o ter
    É uma reviravolta?
    Entra numa dimensão
    Do tudo - do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada a terra o chão
    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal.
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teimando em voltar.
    FONTE; http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna-versos-na-tarde

  • Luiz Domingos de Luna — 01-07-2008 - 12:51:44 GMT -3

    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br

    Menina de Luz!
    No túnel do tempo
    Os arranjos a rondar
    Em um mundo a rodar
    Na dor do momento
    É hora de pensar
    Os novos arranjos
    Ou então mais anjos
    O preço a pagar
    Qual o defeito?
    Da imantação
    Em combinação
    Que não vai fechar
    Sofre a menina
    De uma, psicologia assombrada
    Duma ligação quebrada
    De sonhos caídos
    O Íntimo do ser
    Que não vai untar
    Uma união que não une
    Que teima em quebrar
    Quem acredita chora
    Não tem simplicidade
    O psicológico arrasado
    E o mundo evapora
    Um anjinho subindo
    Um mundo sumindo
    Não tem mais amor
    Cuidai senhor!
    Da mártir da hipocrisia

    FONTE: http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna-versos-na-tarde

  • Luiz Domingos de Luna — 01-07-2008 - 12:54:25 GMT -3

    Humano é que sois

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Numa noite estrelada
    Pedaços de vida
    Não tem saída
    No chão da calçada
    Sem vestígio, sem nada
    Tão pequenina
    Garota menina
    Morte agonizada
    Qual o foi o martírio
    De tão grande dor
    Não tem mais amor
    O último suspiro
    Aonde chegamos ?
    Onde vamos chegar?
    Em quem confiar
    É só desenganos
    O convívio se esconde
    É o monstro, o drácula conde.
    Ou o novo monstro se esconde
    Ou naturalização do mal
    Senhor tende piedade
    Livrai as criancinhas
    Do ponto as linhas
    Fugi da maldade
    Um mundo ofegante
    Com luz e com fé
    Com alma humana
    A força que emana
    De uma civilização
    Exclui o ódio
    A monstruosidade
    O poder da maldade
    Semeai a luz !
    Em todos os corações

  • Luiz Domingos de Luna — 14-07-2008 - 16:58:29 GMT -3

    Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    http://www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?

  • Luiz Domingos de Luna — 14-07-2008 - 17:01:10 GMT -3

    A Fábrica de Universos

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados - O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar

    3. Luiz Domingos de Luna | Escrito em 13 de julho de 2008 às 18:35
    A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida

    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.

    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada - a imensidão

    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço

    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

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